Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

CIENTISTAS CONSIDERAM QUE SE DEVE ARREFECER ARTIFICIALMENTE O PLANETA

Mäyjo, 20.02.15

enxofre_SAPO

Um cauteloso relatório da Academia Nacional de Cientistas dos Estados Unidos indica que, perante as alterações climáticas que já se fazem sentir, talvez seja a altura de considerar a reengenharia do clima da Terra no sentido de travar o aquecimento global. O conceito é arrojado tendo sido considerado no passado como extremo, mas à medida que o clima do planeta se deteriora a entidade científica adverte que se deve experimentar a reengenharia climática em pequena escala, mas não pelas razões que se poderia esperar.

As teorias que sustentam a reengenharia do clima da Terra são surpreendentemente simples, como escreve oPhys.org: o conceito mais popular é o da gestão da radiação solar. Esta é uma técnica através da qual, teoricamente, é possível minimizar o impacto do Sol na Terra ao injectar enxofre no ar. O enxofre imitaria o comportamento das cinzas provenientes das erupções vulcânicas que, conforme já foi comprovado em estudos, conseguem atenuar o efeito do Sol na Terra.

Como explica o portal online de Física, “uma erupção vulcânica do tamanho da do Monte Pinatubo, em 1991, pode provocar o arrefecimento da Terra em cerca de 0,1 graus Celsius durante dois a três anos”. Se o efeito for replicar em escala ainda maior existe o potencial para abrandar o aquecimento global à medida que se trabalha no sentido de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa. Esta é a ideia defendida por alguns investigadores da Academia Nacional de Cientistas.

Contrariamente, outros cientistas mais conservadores e o Painel Intergovernamental para as Alterações climáticas consideram que a gestão da radiação solar não é uma boa ideia: não se conhecem os efeitos a longo-prazo nem quando começariam a ser sentidos. Adicionalmente, a humanidade sabe como reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) e também sabe que esta redução permite travar as alterações climáticas.

No estudo onde defendem o arrefecimento artificial do planeta, os investigadores da Academia Nacional de Cientistas indicam que gostariam de testar esta técnica em pequena escala. “Vai chegar a uma altura em que vamos querer saber as ramificações de tal tipo de acção… Estamos a falar de potencialmente alterar a meteorologia e o clima. Não se vai querer fazer isso sem a melhor compreensão possível”, indica o co-autor do estudo Waleed Abdalati, investigador da Universidade do Colorado e antigo cientista-chefe da NASA.

A possibilidade de reinventar o clima da Terra é um tema que gera bastante discussão. Mas uma coisa é certa: os projectos de geoengenharia não serão decididos apenas pelos cientistas.

Foto: olafurmagnusson / Creative Common

Água vai ser a bebida embalada mais consumida do mundo em 2014

Mäyjo, 20.02.15

Água vai ser a bebida embalada mais consumida do mundo em 2014

O número total de água engarrafada ao longo deste ano deverá ultrapassar os 300 mil milhões de litros. Desta forma, a água vai ultrapassar o chá e tornar-se a bebida embalada mais consumida do mundo em 2014.

Com o aumento da procura, os preços deverão igualmente subir. Porém, e  no que toca ao acesso à água potável, a realidade é diferente nos mercados emergentes, quando comparada com os mercados desenvolvidos.

Nos mercados emergentes, a mercantilização da água está em máximos, o que leva as empresas distribuidoras a reavaliar os seus produtos e a aumentar os preços. Esta mercantilização assume variadas formas, com os mercados emergentes da América Latina, Ásia, Médio Oriente e África a focarem-se no crescimento através da expansão da rede de distribuição e da venda unitária, refere o Euromonitor International.

Nestes mercados, a escassez de água potável torna a água engarrafada um bem de primeira necessidade, com maior valor do que outras bebidas, como os sumos, refrigerantes e outros refrescos. O preço do litro de água engarrafada reflecte esta mercantilização, oscilando entre €0,08 na Índia e €0,19 no México – o preço dos refrigerantes varia entre €0,44 e €0,92. O mesmo acontece no Médio Oriente e na África, onde o preço da água engarrafada tem crescido ao ritmo de dois dígitos anuais. Contudo, este valor não pode continuar a crescer a este ritmo, dado que o preço unitário está estagnado em €0,17 por litro.

Pagar mais para beber água

Os preços ainda baixos da unidade engarrafada devem-se à maneira como a água é embalada. Ao contrário dos mercados desenvolvidos, onde mais de 75% de toda a água engarrafada é vendida em garrafas com menos de dois litros, cerca de 60% de toda engarrafada em 2013 nos mercados emergentes foi vendida em embalagens de dois litros ou mais.

Contudo, com o aumento da procura de água engarrafada, devido à cada vez maior escassez da água potável em várias regiões do mundo, é provável que os preços da água nos mercados emergentes e pouco desenvolvidos aumentem.

Nos mercados desenvolvidos, como são os casos da América do Norte e da Europa, a realidade é diferente, uma vez que a maior parte da população tema acesso a água potável. Assim, as empresas que operam nestes mercados procuram o crescimento através do marketing e da renovação das marcas.

Nos países desenvolvidos, o comércio de água engarrafada baseia-se na qualidade e comodidade, em vez da segurança e expansão da rede de distribuição. Recentemente, a procura de água engarrafada aumentou devido a uma maior procura por parte dos cidadãos, que começaram a preferir a água mineral e natural a outras bebidas calóricas. Contudo, o tipo de água engarrafada consumida varia de região para região. A importância que a água mineral assume actualmente na Europa, ainda assim, é um indicador de que os consumidores estão dispostos a pagar mais por este tipo de água.

Sabendo-se que a grande maioria da água é embalada em garrafas de plástico, que implicações terá esta tendência na sustentabilidade ambiental?

Foto:  TheDigitel Myrtle Beach / Creative Commons

CIDADE DINAMARQUESA “CONVENCE” CIDADÃOS A PROCRIAR

Mäyjo, 20.02.15

aviso_SAPO

A Dinamarca tem um problema de primeiro mundo – poucos bebés – e já fez de tudo para incentivar os seus habitantes a procriar, desde organizar eventos de massas temáticos, lançar sites românticos, aumentar o número de babysitters nocturnas ou até premiar testes de gravidez positivos.

Agora, a cidade de Thisted, com 14.000 habitantes, foi mais longe e ameaçou desactivar alguns serviços públicos que, ultimamente, têm estado semi-vazios, como creches, escolas e locais de entretenimento para crianças.

No entanto, autarcas e habitantes chegaram a um entendimento: numa reunião camarária, depois do ultimato dos políticos, os cidadãos prometeram aumentar o número de crianças na pequena cidade.

“Tivemos uma audiência com a comunidade local e perguntamos-lhes o que poderíamos fazer para que estas instituições permanecessem abertas, uma vez que nascem tão poucos bebés. Uma das organizações de cidadãos sugeriu este acordo”, explicou Lars Sloth, presidente da autarquia.

A ideia, recebida como “estranha”, acabou por cair no goto de autarcas e cidadãos. A Dinamarca é um dos países europeus com menor taxa de nascimentos – 1,7 crianças por família, num ranking negativo liderado por Portugal – mas a taxa de Thisted é ainda menor: 1,6 crianças por família.

“Hoje, os jovens preferem cidades maiores. Thisted é uma zona muito bela, mas vazia. Não se passa grande coisa aqui”, concluiu o Lars Sloth. No entanto, o responsável admitiu que a população está “muito entusiasmada” com o novo plano, sobretudo os mais jovens. “Também tem havido interesse de outras regiões, por isso vamos ver no que isto dará”.

Foto: markheybo / Creative Commons